Achei interessante a avaliação da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro sobre os dados estatísticos produzidos pelos instrumentos de medida – não chamo de avaliação, pois avaliação é uma prática muito mais complexa – utilizados para conhecer – ou assim pretender – a realidade das 1063 escolas da rede.
Infelizmente parece que faltam algumas informações sobre nosso passado recente, que são sistematicamente ignoradas pelos gestores e pela mídia. Assim venho contribuir para que uma reflexão mais séria seja produzida, antes que as noticias veiculadas produzam inverdades.
Primeiro quero chamar atenção para o fato de que a tal “promoção automática” só aconteceu durante um ano – 2008 – na rede municipal. Antes disso o que tínhamos – e continuamos tendo – foi a promoção automática nos três primeiros anos de escolaridade, chamado ciclo de alfabetização, e depois o aluno cursava séries, com possibilidade de retenção sim, da terceira série até a oitava série. Em outras palavras o aluno que hoje cursa o 7º ou 8º ano passou sua vida inteira, com exceção de um único ano, em uma escola seriada, podendo ser retido, ser devidamente reprovado a qualquer momento, por que não o foi? Acaso seu fracasso foi produzido neste único ano? Sua vida escolar anterior foi indiferente? Já o 5º ano aparece com o melhor resultado. Ora os alunos do 5º ano passaram pelo ciclo de alfabetização sem detenção e depois pela aprovação automática em 2008. Ele ingressou na rede a exatos 5 anos atrás. Como explicam isso? Vão continuar eternamente culpar um ano de aprovação automática pelos resultados pífios de uma vida escolar inteira?
Segundo quero chamar atenção para o claro naufrágio do argumento que as provas constantes produziriam melhor qualidade de ensino. Provas não produzem qualidade de ensino, o que produz qualidade de ensino é ensino. Os números mostram que ao contrário do que se defendia, os alunos foram decaindo ao longo da maratona de provas, enquanto os alunos dos anos iniciais, que estudaram no ciclo de formação foram os que obtiveram os melhores desempenhos. E que fique claro: não estou fazendo uma defesa do ciclo ou da aprovação automática, tampouco da política do governo anterior, apenas sugerindo que examinem melhor os dados produzidos, e conheçam melhor a história da rede.
Andréa Serpa.
Infelizmente parece que faltam algumas informações sobre nosso passado recente, que são sistematicamente ignoradas pelos gestores e pela mídia. Assim venho contribuir para que uma reflexão mais séria seja produzida, antes que as noticias veiculadas produzam inverdades.
Primeiro quero chamar atenção para o fato de que a tal “promoção automática” só aconteceu durante um ano – 2008 – na rede municipal. Antes disso o que tínhamos – e continuamos tendo – foi a promoção automática nos três primeiros anos de escolaridade, chamado ciclo de alfabetização, e depois o aluno cursava séries, com possibilidade de retenção sim, da terceira série até a oitava série. Em outras palavras o aluno que hoje cursa o 7º ou 8º ano passou sua vida inteira, com exceção de um único ano, em uma escola seriada, podendo ser retido, ser devidamente reprovado a qualquer momento, por que não o foi? Acaso seu fracasso foi produzido neste único ano? Sua vida escolar anterior foi indiferente? Já o 5º ano aparece com o melhor resultado. Ora os alunos do 5º ano passaram pelo ciclo de alfabetização sem detenção e depois pela aprovação automática em 2008. Ele ingressou na rede a exatos 5 anos atrás. Como explicam isso? Vão continuar eternamente culpar um ano de aprovação automática pelos resultados pífios de uma vida escolar inteira?
Segundo quero chamar atenção para o claro naufrágio do argumento que as provas constantes produziriam melhor qualidade de ensino. Provas não produzem qualidade de ensino, o que produz qualidade de ensino é ensino. Os números mostram que ao contrário do que se defendia, os alunos foram decaindo ao longo da maratona de provas, enquanto os alunos dos anos iniciais, que estudaram no ciclo de formação foram os que obtiveram os melhores desempenhos. E que fique claro: não estou fazendo uma defesa do ciclo ou da aprovação automática, tampouco da política do governo anterior, apenas sugerindo que examinem melhor os dados produzidos, e conheçam melhor a história da rede.
Andréa Serpa.

Nenhum comentário:
Postar um comentário