Quero trabalhar, não consigo. Meu pensamento voa triste como ave que migra sem esperança de encontrar pouso em algum lugar. Meus olhos correm as linhas e páginas e as palavras começam a soar como uma ironia de alguém, que em algum lugar, esta rindo de nossa lenta, longa e constante agonia. Pobres autores...confrontados com a crueza da realidade acabam sendo tomados como ingenuos, loucos ou simplesmente tolos. Pobre de mim que tantas palavras gasto tentando alimentar em mim – muito mais do que nos outros – a esperança que me move. Paro. Sinto perde-me de mim mesma. Pergunto-me o quanto nossos sonhos e nossas esperanças precisam ser fortes, e até que ponto o são?
O Cotidiano. Este lugar que tanto me ensina, que tanto me provoca e desafia, de repente me devora. O mundo é conflito...mas de repente a espada pende, o braço cansa, a furia para, a alma foge e você nem vê mais sentido na batalha. “Covarde...levanta e luta!”. Grita uma voz longe e rouca...
“Luta. Lembra que o tempo não caminha em uma só direção, o mundo não caminha inexoravelmente em um único sentido, por isso cada dia é um dia de lutar contra os ventos que te empurram, derrubam, trazem e levam. Luta.”
Amanhã... Hoje não.
Hoje quero chorar a impotencia de nossas vozes cansadas, silenciadas e apagadas. Quero me juntar aos meus e reclamar da vida, amaldioçar a sorte, contar os dias, ter vontade de partir...
Hoje quero ficar assim, de mal com o mundo e achar que melhor compahia faz meu cão, que mais inteligencia tem meu gato e que a especie humana – Darwin errou – involui! Queria mesmo era estar na sombra de uma árvore colhendo frutas e catando piolho. Isso sim traria um pouco mais de dignidade ao ser humano.
Hoje quero ficar assim mesmo, razinza, cinza, cansada...Hoje pedi divorcio de minha condição humana, de minha condição de sujeito, de minha condição histórica e quero deixar-me aqui ...
Hoje quero ser o “outro” de mim mesma. Quero poder rir de minhas crenças tolas, de minha esperança infantil e até dessa minha mania moderna de querer consertar o mundo...
Hoje quero me permitir não acreditar, não esperar, não mudar.
Mas só hoje...Porque amanhã o tempo, implacavelmente, me trara de volta. E mais uma vez eu lutarei contra os ventos que insistem em nos jogar contra as pedras, contra os perversos que insistem em nos transformar em lixo, contra os desmandos, contra a injustiça e contra o silêncio...e talvez ainda...contra esse “outro” que habita em mim.
O Cotidiano. Este lugar que tanto me ensina, que tanto me provoca e desafia, de repente me devora. O mundo é conflito...mas de repente a espada pende, o braço cansa, a furia para, a alma foge e você nem vê mais sentido na batalha. “Covarde...levanta e luta!”. Grita uma voz longe e rouca...
“Luta. Lembra que o tempo não caminha em uma só direção, o mundo não caminha inexoravelmente em um único sentido, por isso cada dia é um dia de lutar contra os ventos que te empurram, derrubam, trazem e levam. Luta.”
Amanhã... Hoje não.
Hoje quero chorar a impotencia de nossas vozes cansadas, silenciadas e apagadas. Quero me juntar aos meus e reclamar da vida, amaldioçar a sorte, contar os dias, ter vontade de partir...
Hoje quero ficar assim, de mal com o mundo e achar que melhor compahia faz meu cão, que mais inteligencia tem meu gato e que a especie humana – Darwin errou – involui! Queria mesmo era estar na sombra de uma árvore colhendo frutas e catando piolho. Isso sim traria um pouco mais de dignidade ao ser humano.
Hoje quero ficar assim mesmo, razinza, cinza, cansada...Hoje pedi divorcio de minha condição humana, de minha condição de sujeito, de minha condição histórica e quero deixar-me aqui ...
Hoje quero ser o “outro” de mim mesma. Quero poder rir de minhas crenças tolas, de minha esperança infantil e até dessa minha mania moderna de querer consertar o mundo...
Hoje quero me permitir não acreditar, não esperar, não mudar.
Mas só hoje...Porque amanhã o tempo, implacavelmente, me trara de volta. E mais uma vez eu lutarei contra os ventos que insistem em nos jogar contra as pedras, contra os perversos que insistem em nos transformar em lixo, contra os desmandos, contra a injustiça e contra o silêncio...e talvez ainda...contra esse “outro” que habita em mim.

Nenhum comentário:
Postar um comentário